O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, decidiu deixar o comando do PSDB, partido pelo qual construiu sua carreira política, para se filiar ao PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. O movimento mira diretamente as eleições de 2026, quando Azambuja pretende disputar uma vaga no Senado Federal.
A mudança tem peso simbólico e estratégico. O PSDB, que durante décadas foi uma das principais forças políticas de Mato Grosso do Sul, perde sua maior liderança recente. Azambuja governou o estado por dois mandatos consecutivos (2015–2022) e consolidou influência tanto na capital quanto no interior.
Ao migrar para o PL, Azambuja busca se alinhar à força eleitoral do bolsonarismo no estado, hoje o partido mais robusto em termos de militância e capilaridade. A decisão também deve impactar diretamente o cenário das próximas eleições, já que o PL trabalha para ampliar sua bancada no Congresso e garantir espaço nas disputas majoritárias.
Nos bastidores, a filiação de Azambuja ao PL é vista como uma jogada para manter protagonismo político e para se blindar de desgastes enfrentados pelo PSDB, que perdeu expressão nacional nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a candidatura ao Senado colocará o ex-governador em rota de colisão com outras lideranças locais, incluindo nomes já ventilados pelo MDB e pelo próprio PL.
Com isso, a disputa por uma das vagas sul-mato-grossenses no Senado em 2026 tende a se tornar uma das mais acirradas da história recente do estado.
Fonte: Redação Rede Agora Brasil Foto: Divulgação








