Sem patrocínio, aulas gratuitas de dança de salão levam cultura aos bairros de Campo Grande

O que começou como um simples churrasco entre amigos, com a ideia de “juntar o povo e dançar”, transformou-se em um movimento cultural que hoje leva aulas gratuitas de dança de salão aos bairros de Campo Grande, mesmo sem qualquer tipo de patrocínio. Esse é o espírito do Rolê da Dança, projeto independente que vem fortalecendo a cultura do bailão, do forró, do chamamé e de todos os ritmos que convidam a dançar agarradinho.

Criado pelo corretor Luiz Abel Júnior, de 39 anos, e abraçado pelo professor de dança de salão João Alcântara, de 31, o Rolê da Dança nasceu inicialmente como um ponto de encontro virtual. O perfil no Instagram, que hoje reúne quase 11 mil seguidores, surgiu para suprir uma carência antiga: a falta de divulgação dos bailes e eventos dançantes na cidade.

Apaixonado pela dança desde 2011, Luiz explica que a iniciativa veio da vontade de fortalecer todo o cenário. “A divulgação era muito pequena e ficava restrita a grupos fechados. A ideia era fazer com que mais pessoas soubessem onde dançar, fortalecendo os bailes, as escolas e os profissionais. Quando todo mundo cresce junto, a dança cresce também”, afirma.

Com o tempo, o projeto deixou de ser apenas digital e passou a ocupar as pistas de dança de Campo Grande e até de outros estados, promovendo eventos próprios e conectando dançarinos, professores e amantes da dança de salão.

Agora, o Rolê da Dança dá mais um passo importante: levar a dança diretamente às comunidades. Na noite desta quinta-feira, moradores do Bairro Zé Pereira participaram de uma aula gratuita de dança de salão, realizada de forma totalmente voluntária.

A atividade foi conduzida pelo professor João Alcântara, com o apoio das professoras Luciana Alves e Izabela Ormandes, que ensinaram passos básicos e incentivaram a participação de pessoas de todas as idades, reforçando o caráter inclusivo do projeto.

Sem patrocínio, mas com muita dedicação, o Rolê da Dança mostra que a cultura pode chegar onde há vontade, união e amor pela arte de dançar. Mais do que passos e giros, o projeto leva alegria, convivência e acesso à cultura, provando que dançar é um direito de todos.

Fonte: Redação Rede Agora Brasil Fotos: Divulgação

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