A ausência de seis vereadores na sessão decisiva da Câmara Municipal de Campo Grande acabou sendo determinante para a manutenção do aumento da taxa do lixo cobrada junto ao IPTU 2026. A votação, realizada no dia 10 de fevereiro, analisava o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o reajuste.
Para derrubar o veto eram necessários 15 votos. No entanto, 14 parlamentares votaram contra o veto (ou seja, favoráveis à suspensão do aumento) e 8 votaram pela manutenção da decisão do Executivo. Com isso, o veto foi mantido por apenas um voto de diferença, garantindo a continuidade da cobrança com os valores reajustados.
Seis vereadores não participaram da sessão: Dr. Lívio Leite (União Brasil), Fábio Rocha (União Brasil), Júnior Coringa (MDB), Landmark (PT), Neto Santos (Republicanos) e Silvio Pitu (PSDB). A ausência deles passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, onde internautas afirmam que, caso estivessem presentes e votassem pela derrubada, o resultado poderia ter sido diferente.
Vídeos e publicações circularam amplamente questionando o posicionamento — e a falta dele — por parte dos parlamentares. Moradores alegam que o reajuste impacta diretamente o orçamento das famílias, principalmente no início do ano, período já marcado por despesas como material escolar e tributos.
Por outro lado, vereadores que votaram pela manutenção do veto defenderam que a arrecadação é necessária para garantir a continuidade dos serviços de coleta e destinação de resíduos sólidos na Capital. Já os parlamentares contrários sustentaram que o aumento é excessivo e pediram maior debate e transparência nos cálculos.
A decisão mantém o tema no centro das discussões políticas em Campo Grande. Enquanto a Prefeitura afirma que o reajuste segue parâmetros legais, parte da população promete continuar pressionando o Legislativo por mudanças.
Fonte: Rede Agora Brasil Foto: Divulgação







