O futuro é agora? Para quem vive na comunidade de Zigurats, em Corguinho (MS), a resposta é sim. O vilarejo, localizado a 120 quilômetros de Campo Grande, se prepara para entregar obras e implementar tecnologias que parecem saídas dos filmes até 2028.Play
Em entrevista ao Primeira Página, o responsável técnico do Centro Tecnológico e do Observatório Dákila Pesquisas, Marcus Vinícius Rigo, explicou que, há 30 anos, a comunidade desenvolve pesquisas voltadas ao avanço da sociedade.
Carro voador
Entre as iniciativas já apresentadas está um carro voador. Embora a tecnologia já exista em alguns países da Ásia, os veículos aéreos semelhantes estão sendo utilizados pelo setor agropecuário no Brasil. A expectativa do grupo é ampliar o uso para o transporte de passageiros.
“Estamos apenas nos trâmites da homologação por parte da ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil] brasileira, que está se estruturando para fazer essa liberação. Então, não demora, vocês vão ver na nossa região toda aqui drones. O carro voador é um drone grande, especial, que tem capacidade de levar 500, 600, 700 quilos com uma autonomia de voo bastante grande. Daí vai conseguir prestar esse tipo de serviço para a comunidade”, contou Marcus.

Acesso pelo ar
Outra aposta do grupo é a construção de um condomínio aeronáutico. Atualmente, para chegar a Zigurats, é necessário percorrer 85 quilômetros entre Campo Grande e Corguinho e, depois, enfrentar outros 39 quilômetros de estrada de terra, percurso que em alguns trechos exige mais atenção dos motoristas e veículos com maior altura, como caminhonetes e SUVs.
Como a comunidade reúne integrantes de diferentes estados e países, a proposta é criar um aeroporto internacional integrado ao condomínio aeronáutico. Na prática, a ideia é permitir que moradores pousem com aeronaves particulares e estacionem diretamente na garagem de casa.
“Junto com o aeroporto, que em breve vai ser apresentado a vocês, (20:57) um aeroporto internacional, aqui ao lado da nossa sede. […] A gente tem o heliponto e a sala de espera de embarque. O prédio foi recentemente certificado pelo pessoal da base aérea de Campo Grande”, disse Rigo.
Segundo ele, a estrutura também atenderia usuários de carros voadores e helicópteros.
Cura de doenças incuráveis?
Para os pesquisadores da Dákila, tratamentos para doenças que atualmente não possuem solução definitiva estariam mais próximos do que se imagina. Um hospital está sendo construído na comunidade para atender moradores da região.
No local, terapias com frequências sonoras são apontadas como alternativa para tratamentos que hoje não alcançam a eliminação da doença, explicou Marcus à reportagem.
A ideia é que os equipamentos sejam preparados para equalizar as frequências sonoras com o vírus ou bactéria existentes no corpo humano, causando, assim, o fim deles. Como exemplo, foi utilizado a experiência de cantores líricos, capazes de quebrar taças de vidro através da equalização de sons com o material.
No entanto, detalhes sobre o funcionamento da proposta ainda não foram divulgados. O prédio que abrigará a unidade de saúde segue em construção e também tem previsão de entrega para 2028.
Os benefícios da água
Como um dos objetivos da comunidade é contribuir para a melhoria da qualidade de vida, pesquisadores afirmam ter identificado composições minerais na água da região que, segundo eles, apresentam características diferenciadas.
A partir desse recurso natural, uma indústria para envase de água também está sendo construída no povoado.
“Encaminhamos toda a parte de prospecção, a parte científica de pesquisa para poder então ter homologado a planta que agora vai, em breve, fazer o envase dessa água. O poço já está pronto, o maquinário está tudo pronto. Agora estamos na construção da planta da fábrica que vai fazer o envase dessa água. E aí vai ser distribuída no mercado, vai ser exportada, porque ela é reconhecidamente uma água especial”, frisou.
Da argila à tecnologia
Assim como ocorre com a água, estudos realizados com argila extraída de uma jazida descoberta na região há 12 anos também vêm sendo aproveitados. Segundo os pesquisadores, o material apresenta propriedades que permitem transformar a massa argilosa em produtos farmacêuticos e cosméticos, iniciativa que rendeu um prêmio internacional entregue em Nova Iorque (EUA).
Além das aplicações na área da saúde, a argila também estaria sendo utilizada para produzir uma pastilha cerâmica com função semicondutora, tecnologia aplicada em equipamentos eletrônicos como computadores e celulares.
“Essa pastilha cerâmica, feita com argila kimberlito do Brasil, pode ser utilizada para antena de torre de celular, radar, avião, satélite, com pastilhas cerâmicas da nossa argila kimberlito aqui do MS”, destacou.
Pirâmide
Prevista para ser entregue em 2028, uma pirâmide de 63 metros está sendo construída no centro da comunidade. Para os moradores de Zigurats, o local concentra um ponto principal de energia capaz de gerar melhorias para a vida humana.
O projeto ainda está em fase de execução. Ao lado, uma segunda pirâmide, menor, já funciona como espaço utilizado durante atividades promovidas pela comunidade.Play
A estrutura possui três andares e corredores estreitos. Para entrar, é necessário retirar os calçados e subir as escadas com cuidado. No terceiro andar, quatro janelas se abrem para o horizonte que cerca a região.
No local, visitantes mentalizam pedidos e os registram em papéis anexados a uma prancheta. Para quem acredita, a energia concentrada na pirâmide ajuda a impulsionar ao universo a realização desses desejos.
Segundo Rigo, estudos indicaram que a energia canalizada na pirâmide em construção será capaz de potencializar em mais de 1000x os desejos.

Fonte: https://primeirapagina.com.br








