A primeira pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência, entre os dias 10 e 16 de novembro, encomendada pela Rede de Rádios Top FM, entrevistou 1.000 eleitores de Campo Grande (MS), abrangendo as sete regiões urbanas, além dos distritos de Anhandui, Rochedinho e zona rural. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números mostram nova queda do governador Eduardo Riedel (PP) na intenção espontânea de votos e revelam um cenário altamente pulverizado, marcado sobretudo pelo enorme contingente de indecisos.
Pesquisa Espontânea
Na espontânea — quando o entrevistado não recebe lista de nomes — o governador Eduardo Riedel aparece na liderança, porém com apenas 8,2% das intenções de voto. Em segundo lugar surge a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 7%.
Em seguida aparecem:
- Fábio Trad (PT) – 3,4%
- Capitão Contar (PL) – 3%
- André Puccinelli (MDB) – 2%
- Marquinhos Trad (PDT) – 1,4%
- Marcos Pollon (PL) – 0,8%
- Senadora Tereza Cristina (PP) – 0,6%
Outros nomes somaram 1% das menções.
O dado que mais chama atenção é o grupo de eleitores que não sabem, não responderam, não votariam em nenhum ou votariam em branco, que alcança expressivos 72,6%, evidenciando que a disputa para o Governo de Mato Grosso do Sul em 2026 segue totalmente em aberto.
Por que o governador Eduardo Riedel está caindo nas pesquisas?
Uma análise do cenário político de Mato Grosso do Sul**
A nova pesquisa Ranking Brasil revela um dado claro: Eduardo Riedel mantém a liderança, mas com um índice muito baixo na espontânea (8,2%) e, segundo as comparações mencionadas pelo próprio usuário, apresenta queda em relação a levantamentos anteriores. Vários fatores ajudam a explicar esse movimento.
1. Governo ainda pouco percebido pela população
Riedel cumpre seu primeiro mandato e, embora realize ações administrativas, muitas não são percebidas diretamente pelo eleitor médio. Obras estruturantes, programas técnicos e políticas de longo prazo costumam ter baixo impacto eleitoral imediato, gerando a sensação de “governo apagado”.
2. Falta de presença pública e comunicação limitada
Um dos pontos mais comentados nos bastidores políticos é que Riedel:
- não tem um estilo midiático,
- se comunica pouco,
- aparece menos que seus antecessores.
Em política, percepção vale tanto quanto resultado. A comunicação do governo tem tido dificuldade de transformar entregas em popularidade.
3. Crescimento da oposição e de nomes competitivos
A pesquisa mostra um cenário fragmentado com vários nomes conhecidos:
- Rose Modesto
- Fábio Trad
- Capitão Contar
- André Puccinelli
- Marquinhos Trad
- Marcos Pollon
Todos possuem base eleitoral consolidada, alta lembrança e histórico de disputas majoritárias. Isso dilui a atenção sobre Riedel e amplia as opções do eleitorado.
4. Ruídos internos na base aliada
O governo Riedel enfrenta desafios como:
- disputas internas no PP,
- tensão entre aliados históricos,
- pressão de municípios por mais recursos,
- movimentações prematuras de partidos que já buscam espaço em 2026.
Quando a base não está alinhada, a percepção pública piora.
5. Eleitor não está pensando em eleição agora
A pesquisa espontânea traz um dado gigante: 72,6% de indecisos.
Isso significa que:
- o eleitor não está com Riedel na cabeça, mas também não fixou ninguém.
Em anos pré-eleitorais, governadores geralmente lideram com gordura. Riedel aparece com apenas 8,2%, indicando desconexão momentânea com o sentimento da população.
6. A matemática da espontânea favorece os nomes mais populares
Rose Modesto, Fábio Trad, Marquinhos Trad, Puccinelli e Contar são políticos com:
- forte presença em redes sociais,
- campanhas muito lembradas,
- nomes conhecidos há mais tempo.
Já Riedel, que foi um gestor técnico antes de ser candidato, possui marca pessoal mais recente, o que reduz sua força em pesquisas sem lista de nomes.
7. Desgaste natural do cargo de governador
Todo governo enfrenta:
- críticas por obras paradas,
- demandas não atendidas,
- problemas econômicos e sociais,
- episódios de desgaste com categorias públicas.
Mesmo que a administração avance, o desgaste é inevitável — e sempre aparece primeiro na espontânea.
Conclusão da análise
O cenário indica que Eduardo Riedel:
- não perdeu a liderança,
- mas perdeu fôlego,
- não está no centro da percepção do eleitor,
- e enfrenta um ambiente político com muitos nomes competitivos, além de comunicação fraca e baixa presença pública.
A eleição de 2026 continua totalmente aberta, e o grande número de indecisos mostra que ninguém está consolidado — nem o governador.
Fonte: Lupércio Marques MTB 1412 – Jornalista filiado a ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Foto: Governador Eduardo Riedel e prefeita Adriane Lopes Divulgação
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