Em 02 de julho de 2022, um grave acidente tirou a vida de Adjaldo Garcia Custódio, de 38 anos. O acidente fatal aconteceu após o carro que o homem dirigia cair da ponte do Córrego Varadouro, no Assentamento Santa Mônica, zona rural do município de Terenos-MS. O local fica a 31 km da capital, Campo Grande. O grave acidente ainda deixou dois feridos, uma mulher e uma criança, enquanto Josemar morreu no local, preso às ferragens de seu Renault Clio.
Segundo testemunhas e moradores locais, o acidente poderia ter sido de menor gravidade caso a ponte contasse com o guard rail, ou defensa metálica, equipamento de segurança que evita que veículos saiam da pista e para reduzir o impacto de colisões, servindo também de proteção para pessoas que trafegam a pé.


E ontem, praticamente, no mesmo ponto, quase veio a acontecer uma nova tragédia. Ocorre que próximo ao local foi instalado uma espécie de quebra-molas absurdamente fora dos padrões previstos pelo Código de Trânsito Brasileiro. A lei máxima de trânsito reza que os quebra-molas devem ter altura entre 10 e 10 centímetros, e no local a altura é bastante superior a isso.
Pelo CTB, a instalação de quebra-molas ou ondulações é permitida como medida para reduzir a velocidade em “vias urbanas”, ainda assim com restrições. A instalação deve ser justificada através de estudos técnicos com engenharia de tráfego. O Código de Trânsito Brasileiro ainda estabelece padrões e critério para tal, inclusive de tamanho e altura, que devem ser seguidos pelos órgãos municipais de trânsito.
Na manhã de domingo, 10 de agosto, por volta das 8:20 hs., Cláudio Alves viveu momentos de terror, ao trafegar pelo local com seu veículo Chevrolet Equinox e surpreendido pelo “gigantismo” do quebra-molas ora colocado no local.
“Eu estava a 40 km por hora, totalmente compatível com a estrada, quando fomos surpreendidos. A única sinalização no local é uma placa de 30 km por hora, mas exatamente no ponto mais alto do quebra-molas, que é totalmente fora do padrão, gigante mesmo, que fez com que quebrasse a caixa de câmbio de meu carro, e assustando minha família. Sequer havia sinalização no local. A gente teve só o susto e o prejuízo material, mas aquilo lá vai acabar provocando mais mortes nessa região, o que é lamentável”, completou Claudio.
Cláudio concluiu: “Vou buscar meus direitos, é preciso ressarcir o prejuízo, mas o mais importante é que se evite uma nova tragédia”

Redação: Impacto Dakila – Mirtes Ramos
Fonte: Rogério Alexandre Zanetti
Foto: Cláudio Alves








