A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul promete ser uma das mais disputadas das eleições de 2026. As pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontam um cenário de forte competitividade, marcado por uma direita dividida entre diversos nomes de peso e uma esquerda que trabalha para concentrar forças em torno de um único projeto político.
No campo da direita, pré-candidatos como Reinaldo Azambuja (PL), Nelsinho Trad (PSD), Capitão Contar (PL) e outros líderes disputam o mesmo eleitorado conservador. A multiplicidade de candidaturas pode fragmentar os votos, tornando a definição das duas vagas ainda mais imprevisível. As pesquisas mais recentes mostram que os principais concorrentes aparecem tecnicamente próximos em diversos cenários.
Já a esquerda busca construir um palanque mais unificado. O PT tende a concentrar esforços em torno da candidatura de Vander Loubet, enquanto partidos aliados discutem estratégias para evitar a dispersão de votos, aumentando as chances de conquistar uma das duas cadeiras em disputa.
A eleição para o Senado possui características próprias. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos, o que abre espaço para diferentes combinações de votos e favorece campanhas capazes de dialogar com diversos segmentos do eleitorado.
Analistas políticos avaliam que alianças, desistências e acordos partidários poderão alterar significativamente o quadro até o início oficial da campanha. Embora alguns nomes apareçam na dianteira das pesquisas, o elevado número de indecisos e a possibilidade de mudanças nas chapas mantêm a disputa completamente aberta.
Com esse cenário, Mato Grosso do Sul caminha para uma eleição histórica ao Senado, na qual a capacidade de formar alianças e ampliar o diálogo com o eleitor poderá ser tão decisiva quanto o desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Fonte: Lupércio Marques MTB 1412 – Jornalista filiado a ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
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