Três governos, duas décadas e um novo capítulo na política de Mato Grosso do Sul

De 2007 a 2026, Mato Grosso do Sul passou por três governos que, embora tenham ocorrido em momentos econômicos e políticos distintos, mantiveram como eixos importantes a infraestrutura, a expansão da economia, a saúde, a habitação e a integração dos municípios.

Agora, em 2026, os três ex e atual governador seguem caminhos eleitorais diferentes: André Puccinelli disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa; Reinaldo Azambuja busca uma vaga no Senado; e Eduardo Riedel tenta permanecer no comando do Estado por mais quatro anos.

André Puccinelli: da Prefeitura ao Governo e agora rumo à Assembleia

André Puccinelli governou Mato Grosso do Sul entre 2007 e 2014, em dois mandatos. Seu período no Executivo estadual ficou marcado por grandes programas de obras, habitação, infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico.

Entre os números apresentados ao final de sua administração estão 74 mil unidades habitacionais, investimentos em hospitais e no SUS nos 79 municípios, programas sociais que atenderam mais de 100 mil famílias e milhares de quilômetros de pavimentação e recuperação de rodovias.

Um dos principais programas de infraestrutura de sua gestão foi o MS Forte, que reuniu investimentos em rodovias, saúde, educação, habitação e desenvolvimento. Em 2013, uma nova etapa do programa previa R$ 3,6 bilhões em investimentos.

Na economia, o governo Puccinelli também buscou ampliar a industrialização e diversificar a matriz produtiva de Mato Grosso do Sul, com incentivos à instalação e expansão de empreendimentos, incluindo os setores sucroenergético, de celulose e de confecções.

Em 2026, aos 78 anos, Puccinelli retorna à disputa eleitoral. O objetivo agora é ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, levando para o Legislativo uma experiência acumulada como prefeito de Campo Grande e governador por dois mandatos. Sua candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral, segundo dados atualizados em setembro.

Reinaldo Azambuja: oito anos de governo e o projeto Senado

Na sequência, Reinaldo Azambuja comandou Mato Grosso do Sul de 2015 a 2022, também em dois mandatos.

Durante esse período, a administração estadual destacou investimentos nos 79 municípios, expansão da infraestrutura, regionalização da saúde, segurança pública, educação e saneamento.

Dados divulgados pelo próprio Governo do Estado apontam que o PIB de Mato Grosso do Sul passou de R$ 78,9 bilhões em 2014 para R$ 155 bilhões em 2022. A gestão também registrou investimentos em segurança superiores a R$ 1 bilhão e mais de R$ 1 bilhão destinados à educação, além da implantação de escolas de tempo integral.

Na saúde, uma das marcas do período foi a estratégia de regionalização, com ampliação e estruturação de hospitais no interior. O governo também implantou programas como Caravana da Saúde, Opera MS e Examina MS, buscando reduzir a concentração dos atendimentos de média e alta complexidade em Campo Grande.

Outro projeto estruturante foi a ampliação do saneamento. A proposta lançada em 2016 previa a universalização do esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela Sanesul, com investimentos estimados em aproximadamente R$ 3,9 bilhões por meio de parceria público-privada.

Depois de deixar o Governo, Azambuja participou da transição que levou Eduardo Riedel ao Executivo. Em 2026, volta às urnas como candidato ao Senado pelo PL.

Eduardo Riedel: continuidade e novos projetos

Eduardo Riedel representa o terceiro capítulo dessa sequência. Ex-secretário de Governo e Gestão Estratégica na administração de Reinaldo Azambuja, venceu a eleição de 2022 e assumiu o Governo de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2023. Em 2026, disputa a reeleição.

Em seu primeiro mandato, a administração Riedel colocou forte ênfase em infraestrutura, municipalismo, logística, habitação, saúde e atração de investimentos.

Segundo dados apresentados pelo Governo do Estado em 2026, os investimentos em obras nos municípios ultrapassaram R$ 4 bilhões, enquanto mais de 23 mil famílias foram beneficiadas por programas habitacionais desde 2023 e mais de 10 mil famílias tiveram regularização fundiária.

Na infraestrutura rodoviária, o planejamento apresentado pelo governo previa, até 2026, 855 quilômetros de pavimentação, 599 quilômetros de restauração e 341 quilômetros de revestimento primário, em um conjunto de investimentos superior a R$ 4 bilhões.

Também ganharam espaço projetos de logística e concessões, entre eles a Rota da Celulose, além de iniciativas envolvendo ferrovias, portos e aeródromos.

Em agosto de 2026, Riedel oficializou sua candidatura à reeleição, mantendo Barbosinha como candidato a vice e apresentando as diretrizes para o período 2027-2030.

Fonte: Lupércio Marques MTB 1412 – Jornalista filiado a ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

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